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Segundo pesquisa, preocupação com saúde a mental aumentou após ápice da pandemia

Casos de ansiedade aumentaram entre as pessoas que integraram a pesquisa

30/03/2022 às 15h00
Por: Nichollas Castro Fonte: Agência Dino
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De acordo com a pesquisa intitulada "Tendências do setor de bem-estar: o impacto da flexibilização da quarentena", realizada pela The Bakery, empresa do segmento de inovação corporativa, por meio de dados coletados entre 24 de agosto e 10 de setembro do ano passado, desde o auge da pandemia da Covid-19, em 2020, até a vacinação, a saúde mental é a preocupação que mais evoluiu entre os brasileiros - saltando de 26% para 45%. Os aspectos mais abalados na vida das pessoas no último ano foram a saúde mental e o trabalho. Na sequência, relações de amizade, família e finanças.

A pesquisa foi realizada em pesquisa on-line e voluntária, em várias regiões do Brasil, contando com 512 pessoas de todas as idades. Além disso, 91% dos participantes já tinham tomado pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. O estudo é o segundo comparativo. O primeiro, realizado em 2020, foi chamado de "O que tem tirado o sono dos brasileiros".

Sentimentos dos brasileiros

Na amostra de resultados da nova pesquisa, em comparação com a primeira versão, notou-se, com base nas respostas, que a ansiedade permanece como a mais relatada. "O resultado, na verdade, corrobora para essa maior atenção à saúde mental, justamente porque sentimentos negativos ainda estão muito presentes no dia a dia das pessoas, com a ansiedade liderando em ambas as edições do estudo com mais de 40%", destaca o cofundador da The Bakery.

Metade dos pesquisados trabalha no modelo home office e está mais ansiosa

A pesquisa ainda mostrou que o trabalho remoto, ou home office, ainda está presente na vida de 54% dos respondentes (em 2021, era 67%). "É importante ressaltar que na edição anterior não havia a opção relacionada ao modelo híbrido de trabalho. Nesta pesquisa, ele já se torna uma realidade, com 16% dos respondentes adotando o formato", apontou o cofundador. Além disso, também houve um aumento na ansiedade dos profissionais, que evoluiu de 42% para 52%. "Quando observamos as pessoas que estão saindo para trabalhar, percebemos que estão um pouco menos ansiosas (33%) e o mesmo vale para quem atua no modelo híbrido (30%)", complementa.

Programa de bem-estar ampliado pelas empresas

Segundo pesquisa realizada pela consultoria Willis Watson (WTW), de 2015 a 2021 ocorreu um crescimento de 33% no interesse de corporações na instauração de programas de saúde e bem-estar na rotina dos colaboradores. As empresas, sob um cenário pandêmico, estão investindo em ações de cuidados com saúde e em estratégias de prevenção de doenças. O estudo contou com a participação de 186 empresas - dessas, 78% esperam que, em três anos, existam estratégias personalizadas para as questões dos colaboradores, em diversos âmbitos da vida.

Segundo a diretora de Gestão da Saúde da WTW, é necessário que as empresas do Brasil implementem ações que estejam alinhadas com as necessidades dos seus colaboradores. "As empresas nos EUA, por exemplo, estão com um avanço muito maior do que as brasileiras em questões de saúde mental. As companhias nacionais ainda estão com o conceito de comprimento legal, com ações pontuais de bem-estar, mas parece que, agora, começaram a desenhar estratégias", salienta a diretora.

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