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Polícia Civil prende 16 membros do PCC na Operação Contraordem III

"Temos provas robustas que comprovam que todos são integrantes da organização", disse Luccy Keiko.

10/08/2021 às 13h08
Por: Ailana Palhano
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Polícia Civil prende 16 membros do PCC na Operação Contraordem III

O delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, afirmou ao GP1 na manhã desta terça-feira (10) que todos os alvos da “Operação Contraordem III” são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, mais conhecida como PCC. A operação foi deflagrada nesta terça com o objetivo de cumprir 24 mandados de prisão nos estados do Piauí e Mato Grosso do Sul. Até o momento, 16 pessoas foram presas, sendo que sete já se encontravam no sistema prisional.

“A investigação conduzida pelo Greco, através do delegado Yan Brayner, que está atuando junto ao Gaeco, identificou vários indivíduos que integram essa organização criminosa, que eles se intitulam como PCC. Nós conseguimos comprovar a participação deles nessa organização e representamos pelas prisões preventivas e buscas. A operação ainda está sendo finalizada, mas podemos dizer é que temos provas robustas que comprovam que todos eles são integrantes da organização criminosa”, relatou o delegado.

O delegado geral também ressaltou o saldo positivo da operação no combate a atuação das organizações criminosas no estado. "Acredito que foi uma operação bem exitosa que tende a demonstrar que a Polícia Civil está trabalhando de forma incessante no combate a essas organizações criminosas”, declarou.

O presidente do inquérito que desencadeou a operação, delegado Yan Brayner, do Greco, destacou o trabalho conjunto entre as forças de segurança do estado e ressaltou que a operação teve reflexos não somente no Piauí, mas também nos estados do Mato Grosso do Sul e no Maranhão.

"Essa operação visa o combate a uma organização criminosa violenta, que é de origem paulista, e hoje foram cumpridos nove mandados de indivíduos que estavam em liberdade e mais sete de indivíduos que já se encontravam em liberdade, ao todo foram 16 na verdade. Essa operação tem reflexos não só no Piauí, mas também em outros estados como MS e MA", relatou.

Luccy Keiko confirmou que o número crescente de homicídios no estado tem relação direta com a atuação de organizações criminosas e apontou que a maioria das vítimas de mortes violentas são os próprios integrantes das facções que atuam no Piauí. “Se observarmos, muitas mortes estão ocorrendo entre pessoas que integram facções criminosas. Um levantamento feito a pouco tempo demonstra isso, o perfil das vítimas são de pessoas que participam dessas organizações", finalizou.

O delegado Yan Brayner também comentou sobre o assunto e relacionou o aumento do número de mortes violentas com a disputa de territórios entre facções rivais. "Essa crescente de crimes violentos letais intencionais é em decorrência dessa disputa do território entre organizações criminosas rivais. Então a medida que você combate a organização criminosa, você também inibe que essa organização coopte novos membros e também, invariavelmente, diminui esses índices de homicídios no nosso Estado", destacou.

Operação Contraordem III

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) deflagrou na manhã desta terça-feira (10), a “Operação Contraordem III”, com objetivo de cumprir 24 mandados de prisão nos estados do Piauí e Mato Grosso do Sul. Os mandados de prisão estão sendo cumpridos nas cidades de Teresina, Floriano, Castelo e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Segundo o delegado Tales Gomes, o objetivo da Operação Contraordem III é reprimimir ações de uma organização criminosa de abrangência nacional que conta com integrantes agindo nas cidades onde estão sendo cumpridos mandados e outros que já se encontram presos no sistema prisional piauiense.

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